O lado invisível da pressão do Plano Canadá: saúde mental e física na imigração
- Teógenes Santos
- 15 de set. de 2025
- 2 min de leitura
A história de Osmar revela como a pressão da imigração pode afetar corpo e mente. Veja como ele quase perdeu a vida no processo.

Quando o Canadá bate, ele bate forte
“Meu Deus do céu, cara. Jamais pensei que ia passar isso aqui.” Foi assim que o Osmar descreveu o impacto de perder o emprego de um dia para o outro. Sem aviso prévio, a empresa onde trabalhava fechou as portas por causa das taxações impostas pelos EUA.
De repente, um pai de família precisou chegar em casa e dar a notícia: “Primeira coisa que minha esposa falou foi: como é que a gente vai sobreviver agora com meu salário?”.
A pressão invisível sobre o imigrante
O choque financeiro veio acompanhado de outro problema: saúde fragilizada.
Trabalhando à noite, dormindo de dia e vivendo o peso da imigração, Osmar mal percebia os sinais do corpo. Até que um exame mostrou a gravidade:
“A médica olhou pra mim e disse: ‘Meu Deus do céu, tua saturação tá em 79’. Eu tava morrendo, cara. Morrendo sem perceber.”
Era pneumonia. Sem febre, sem sintomas claros além da tosse e do cansaço extremo.
O resultado: uma semana internado e quase um ano em acompanhamento médico e fisioterapia.
O imigrante sob múltiplas pressões
Documento, idioma, adaptação, família, clima… Tudo isso pesa. Como disse Osmar:
“O imigrante vive no limite. É pressão de documento, da língua, da adaptação, dos filhos. Não tem saúde que aguente.”
Esse acúmulo pode minar não apenas o psicológico, mas também o corpo.
Sobreviver no meio da tempestade
Sem emprego fixo, Osmar chegou a fazer mais de 50 entrevistas. Cada oportunidade era frustrada por conta do visto fechado. Enquanto isso, as contas não paravam de chegar. A saída foi aceitar trabalhos fora da área, como limpeza de Airbnb:
“Não tem nada a ver com a minha área, mas agarrei a oportunidade. Era o jeito de sustentar a casa e não deixar faltar.”
O valor de recomeçar
Depois de meses de incerteza, o inesperado aconteceu: a antiga empresa o chamou de volta. A ligação do chefe foi um divisor de águas.
“Na hora eu baixei o celular, me ajoelhei no chão e agradeci. Às vezes a gente não dá valor, mas quando falta, a gente vê o quanto o trabalho faz diferença.”
A reação da filha, então, foi de cortar o coração: “Papai, agora vai poder comprar meus batons de novo?”
Conclusão: saúde é parte do Plano Canadá
A história do Osmar mostra que imigração não é só sobre vistos e empregos. É sobre corpo, mente e a capacidade de resistir nos momentos mais difíceis.
👉 E você? Já parou pra pensar como anda sua saúde mental e física durante essa jornada?
Confira como foi o papo completo com o Osmar:




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